APRESENTAÇÃO
Dentro das políticas e estratégias para o ensino, adotadas no PDI, a Universidade destaca o apoio a pessoas com necessidades especiais, viabilizando sua permanência pela facilitação do acesso às diversas dependências, bem como a criação de um Núcleo de Apoio, organizado de modo multiprofissional, incluindo atividades como acompanhamento e apoio as pessoas com necessidades especiais, sejam eles estudantes, professores ou funcionários.
Conforme a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva(2008) na educação superior, a educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação dos alunos. estas ações envolvem o planejamento e a organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa e a extensão.
Para isso, surge o Núcleo de Apoio ao Estudante que oportuniza as pessoas com necessidades especiais e/ou com dificuldades de aprendizagem apoio pedagógico e psicopedagógico em seu processo de ensino aprendizagem e também oferece assessoria aos professores dos alunos em atendimento para melhor acompanhar e avaliar a sua aprendizagem, tendo como objetivo também o estímulo a permanência destes alunos no nosso meio acadêmico. Para tanto promove espaços de discussões, diálogo e esclarecimentos com os professores e funcionários da universidade sobre a inclusão das pessoas com necessidades especiais e desenvolve oficinas, palestras e discussões sobre a inclusão e acessibilidade de todos no espaço da universidade.
Dentro o apoio as pessoas com necessidades especiais, destacamos o atendimento as pessoas com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino superior, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.
A partir dessa conceituação, se baseando na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da educação inclusiva(2008) considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.
Através do contato periódico com a secretaria acadêmica e com os coordenadores de curso é possível manter um cadastro atualizado com o levantamento do número de acadêmicos com necessidades especiais e/ou com dificuldades de aprendizagem. A partir deste cadastro entra-se em contato diretamente com o aluno convidando-o a participar das atividades do núcleo. Muitas vezes o próprio aluno busca o núcleo por indicação de colegas ou de professores ou pela divulgação que se faz do mesmo. O acompanhamento dos alunos com necessidades especiais e dificuldades de aprendizagem, ocorre através de encontros semanais ou quinzenais, com vistas a assegurar o sucesso acadêmico.
O Núcleo dispõe da atuação de profissionais com conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais, da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua, do sistema Braille, do Soroban, da orientação e mobilidade, das atividades de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento curricular, da adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não ópticos, da tecnologia assistiva e outros.
O núcleo agrega trabalhos de pesquisa de âmbito institucional com alunos bolsistas mantendo atualizado os estudos sobre as necessidades especiais e dificuldades de aprendizagem sob orientação e acompanhamento dos professores responsáveis pelo mesmo. O Núcleo conta com o trabalho de uma professora educadora especial, uma psicopedagoga e uma especialista em Libras e Braille para atender a todas as necessidades dos acadêmicos.
Com vistas a acessibilidade arquitetônica, as edificações da universidade passaram por amplas reformas de adequação, executando modificações a fim de vencer desníveis no interior e exterior das edificações, através de rampas e elevadores que facilitam a locomoção de professores, acadêmicos, funcionários e demais visitantes.
A instituição dispõe de um total de 22 edificações, com os mais variados usos, (pedagógicos, acadêmicos, administrativos ou mesmo de lazer) e todos eles são constantemente adequados as necessidades que se apresentam diariamente no âmbito da locomoção e acessibilidade. Dentre essas edificações, as que mais se destacam em relação ao atendimento constante deste item, estão as edificações denominadas: Prédio 1, está ligado através de uma rampa/passarela ao Prédio 5 que recebeu um elevador, e assim o acesso ao 2º pavimento foi facilitado; Prédio 2, que depois de uma reforma ampla recebeu o curso de Arquitetura e Urbanismo, é todo ligado através de rampas; Prédio 5, onde foi instalado o elevador para vencer os desníveis de 3 pavimentos, o qual está conectado também a um módulo de ligação que liga os Prédios 6 e 7 através de rampas; Prédio 8, foi modificado para receber o curso de Ciência da Computação e os laboratórios de informática, a fim de deixar os mesmos em uma localização centralizada tanto do curso, que tem uma predisposição maior em receber alunos com necessidades de locomoção, quanto dos laboratórios de informática que atendem demandas de todos os cursos da instituição.
Os Prédios 10, 11, 12 e 13, que estão ligados através de rampas e passarelas cobertas, facilitando assim a comunicação entre as edificações e seus diferentes níveis; Prédio 14, Biblioteca, onde se apresentava um problema sério de uma edificação com vários níveis e seu acervo localizado no último deles, recebeu uma plataforma de elevação, facilitando assim a locomoção em seu interior; Prédio 15, foi concebido através de uma reforma para receber um Centro de Convivência Universitário e já foi projetado com rampas para facilitar a locomoção tanto interno quanto externamente.
Com relação as demais instalações da universidade, todas as edificações que possuem sanitários, dispõe de pelo menos um banheiro adaptado para receber as pessoas com necessidades especiais.
Em termos de projeção das instalações e acessibilidade predial, a universidade está atenta as modificações constantes que são necessárias para um bom funcionamento e principalmente atendimento de seus usuários.